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O Fator Previdenciário: a
Pedra no Sapato do Governo
Problema político a ser resolvido pelo atual governo federal
(Lula) é a derrubada do fator previdenciário por parte do
Congresso Nacional.
Os parlamentares de Brasília usam dos anseios da legião de
brasileiros e brasileiros, que percebem benefícios
previdenciários calculadas com a nefasta forma de cálculos.
Ora evidente que tal medida é justa adequada e atende os fatores
determinantes na Constituição Federal de retributividade,
atualidade. O que sói lamentável é que nos mais de (04) quatro
anos de que tramita tal proposta de iniciativa do Senador Paulo
Paim, foi aprovado justamente em ano de eleições.
Para que? Para colocar o governo contra a parede que não quer, e
não vai sancionar a lei que derruba o fator previdenciário.
Há manifesta confusão de alguns doutos de que sem a existência
do fato de redução do beneficio estar-se-ia a aumentar e
fomentar a legião dos “aposentados novos” pessoas que entre 45 e
55 anos tem obtido a aposentadoria com a conversão e o
reconhecimento de períodos laborados em condições especiais.
O Brasil há de reconhecer-se ainda é um dos poucos países que
detém um sistema público de previdência que ostenta essa
condição de “contagem benéfica” dos trabalhadores que trabalhem
em condições penosas, perigosas e insalubres.
Leis sem nenhuma técnica e pendentes de uma clara regulamentação
vêm sendo editadas desde 1995 vêm modificando a legislação
previdenciária que estabelecia formas de proteção de
trabalhadores submetidos a fatores insalutíferos de trabalho.
Era o que se faz(ia) com mecânicos, pintores, estivadores,
soldadores, sob condições de ruído excessivo etc, onde
acrescesse(ia-se) em caso de homens 40% a mais sobre o tempo
laborado nessas condições e para mulheres 20%.
Fato é que o governo ao dar com uma mão a possibilidade desse
incremento (40% - 20%) tirava com a outra com a aplicação do
fator previdenciário, que poderia correr em até 60% o valor do
salário inicialmente calculado ao beneficiário considerando o
tempo médio de expectativa de vida.
Ou seja, seguindo a política governamental segurado bom, é
segurado morto, preferentemente sem dependentes.
Fato político e jurídico que muito provavelmente o Governo
Federal (Lula) não sancionará a queda do fator previdenciário, e
isso não será derrubada pela Câmara dos Deputados onde o atual
governo possui franca maioria.
Perdemos todos enquanto contribuintes do Instituto Nacional de
Seguro Social – INSS perdem em ultima razão o povo brasileiro,
que seguirá experimentando regras cada vez menos previdenciárias
que tem(tinham) o primado essencial de garantir a idade avançada
ou como impropriamente lançada na Constituição Federal e nas
legislações previdenciárias a velhice, e os momentos de
incapacidade laboral, é o Fator Previdenciário: a Pedra no
Sapato do Governo.
Samir Adel Salman –
Presidente do IBEJUS - Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos
e Sociais
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