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DE CASA NOVA – DE
PRÁTICAS VELHAS
Estará à comunidade uruguaianense e jurídica recebendo novas
instalações do Fórum (Justiça Estadual) prédio moderno, com
instalações que os mais exigentes apontam como insuficientes
para a demanda jurisdicional na comarca de Uruguaiana que
pleiteia status de entrância final a exemplo de comarcas maiores
como Caxias, Santa Maria, Porto Alegre e outras.
Já era sem tempo a instalação de uma nova estrutura jurídica
para bem atender mais do que promotores, juízes, servidores,
advogados aos jurisdicionados ao cidadão que necessita de uma
justiça bem aparelhada.
Esperamos que esse novo momento que experimentam todas as
justiças, estadual, trabalhista, e federais estas últimas duas
dentro em breve se confia, se instalarão nas proximidades do que
se convencionou chamar de esplanada da justiça, onde se edificam
num só local, conjuntamente com as representações ministeriais e
dos advogados e, defensores públicos facilitarão a interlocução
e principalmente a compreensão das pessoas leigas desses
emaranhado de instituições e entidades, resultando quem sabe num
retorno efetivo e rápido das inquietações dos cidadãos que
necessitem do socorro judicial.
Presentemente vê-se necessário não só mudanças de prédios, de
instalações de móveis, devem os operadores do direito (todos)
estabelecer uma nova mentalidade, aproveitando esse “novo”
momento institucional vivenciado pelo Poder Judiciário, e demais
órgãos e organismos públicos vinculados àquele, de que a
finalidade precípua das atribuições de todos os lidadores do
direito é o jurisdicionado, devendo ele não mais ser coadjuvante
nesse cenário, devendo ser alçado à condição de protagonista
principal.
E como se faz isso? Com o desenvolvimento e aprimoramento dos
serviços públicos, com servidores e operadores preparados para
orientar e esclarecer com clareza, destituídos do “juridiques”,
numa linguagem acessível, facilitando o acesso do jurisdicionado
aos magistrados, aos promotores, aos defensores, sem que tenham
uma barreira de formalidades, e estagiários, e assessores
impedindo tal acesso, ou celebrando condições em tempo e lugar
que já evidencia em si mesma um muro de dificuldades
instransponíveis.
Propor a aproximação de juízes, advogados, promotores, e
defensores, numa aproximação de fato da comunidade em audiências
públicas, em campanhas públicas de conscientização de direitos,
não como instrumental de arrefecimento dos ânimos a fim de
propor por via de conseqüência (leia-se esclarecimento) o
aumento de demandas judiciais.
Não raro, já ouvimos de pessoas, que tem a honra de dizer nunca
pisaram num fórum. De fato é de se lamentar tal assertiva,
conquanto e por certo, tais pessoas em dado momento de suas
vidas, foram vulneradas em direito, até mesmo do mais simples
dos equívocos e preferiram a omissão, a inércia a busca de um
direito.
Enquanto tivermos legião de brasileiros pensando dessa forma,
teremos sempre o gasto amargo de que a justiça é cada vez mais
elitista, e menos acessível, dada aos mais abastados e menos aos
desfavorecidos.
Fato é que é tempo de mudanças onde devemos a mudar não somente
para casa nova, mas a pratica de hábitos antigos.
Samir Adel Salman
IBEJUS – Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos e Sociais
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