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A FICHA NÃO CAIU?

Desde as denúncias envolvendo políticos e figuras públicas descuidadas no trato com o dinheiro público que por vezes relaxam aos “cuidados” que pensam ter em não serem pegos.

Acontece muito no Brasil ‘pós-redemocratização’ fenômeno social interessante onde o povo em sua maioria quiçá esquecidos ou desaculturados na função de “bem julgar nas urnas”, quando do voto onde se sentencia com a derrota ou com a vitória um pretendente a cargo público.

Assim, foi com figuras recentes da historia “pós-democracia” que vale lembrar para nós leitores “esquecidos”, com ARRUDA no caso da quebra de decoro no painel do Senado, com COLLOR no caso do propinoduto. O primeiro senador da república renunciou a fim de evitar a cassação virou Governador do Distrito Federal, o segundo presidente da república destituído virou senador da república.

Fato é que esquecemos que àquela análise, que aquele estudo mínimo da biografia do candidato a juiz político (falamos de uma minoria) que se faz sobre o pretendente a um cargo público antes de seu julgamento (por nós pessoas do povo – eleitores) não recebe nada após julgarmos ‘o eleito’ vencedor.

Não acompanhamos sua trajetória, seu percurso, seu desenvolvimento enquanto ‘magistrado político’ por nós eleito, eles (na sua maioria) tampouco fazem questão, deste acompanhamento, basta o voto.

Há ditados alguns populares outros nem tanto, que dizem que; a oportunidade faz o ladrão, que cada povo tem os governantes que merecem, que todo homem probo tem outro lado ímprobo.

Ainda nos devaneios dos ditos populares e das frases de efeito se impõe atentar para lições de THOMAS JEFFERSON quando aduz que “nenhum governo pode sustentar-se sem o princípio do temor bem como do dever, pois, os homens bons obedecerão a este último, mas os maus somente ao primeiro”. Ainda da lavara do referido ex-presidente norte americano estabelece que “quando alguém assume um cargo público deve considerar a si mesmo como propriedade pública”.

Àqueles que ousam altruísta ou mesquinhamente nos representar, julgando nossos destinos enquanto povo, por vezes acabam importando-se mais com o cargo do que com as atribuições desse encargo, que não trabalham para si e sim para nós o povo.

Fato é que verdadeiramente não caiu à ficha para alguns maus exemplos de pessoas que a política mudou, o povo mudou, e os políticos devem acompanhar essa mudança.
 


Samir Adel Salman
IBEJUS – Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos e Sociais

 

 

 

             
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